Alexandre Cumino
“Fanus”
vem do grego e quer dizer templo, o fanático é aquele que “trocou” Deus pelo
templo. A adoração dele já não é para Deus e sim para “coisas” do Templo em si.
É a pessoa apegada ao meio e não ao fim pelo qual este meio busca alcançar.
Ele se prende entre procedimentos
rituais, dogmas e tabus. O Fanático além de não pensar em outra coisa, senão no
“Templo” com suas “regras” também crê que sua religião é melhor que as outras.
O
fanático quer converter a todos e salvar o mundo com sua religião, a única que
tem condições para isto. O fanatismo é um vício no campo da Fé. O Templo é algo
que faz parte da religião, mas não é a religião. No templo se criam dogmas e
tabus, na religião de Umbanda não, pois não está instituída, não responde a uma
instituição. O que dá uma grande liberdade a seus praticantes que devem seguir
sim a ética e o bom senso, pois esta sim é a Lei da Umbanda. Seja livre, a
Umbanda é livre, tanto que é quase uma “não-religião” ou uma “anti-religião”.
Muitos são Católicos e frequentam a Umbanda, muitos são espíritas e praticam a
Umbanda, outros são de nação e trabalham na Umbanda…
Podemos
ser Umbandistas e visitar outras religiões e cultos, a Umbanda reconhece todos
os caminhos levam a Deus.
Umbanda é
mais do que uma religião, é uma forma de pensar e viver. Para mim “Umbanda é
Universalismo prático”. Ser Umbandista é ter o pé no chão e a cabeça aberta a
tudo.
Religião
não é um conjunto de regras, práticas, dogmas e tabus… religião é uma experiência
concreta com o sagrado, Religião é o ato de se religar a Deus. Religião é algo
ligado ao sentir, o que se busca na religião transcende o intelecto.
O pensar
é algo bom, intelectualizar nem sempre é bom, muita coisa foi feita para sentir
e não para se entender.
Quando
encontrar Deus nas outras religiões e muito mais do que isso, quando
encontrá-lo nas pessoas com quem convive, independente de sua crença, quando
encontrá-lo dentro de você, então estará encontrando a Umbanda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário